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| A Era Europeia de MACONGE - Por D. Mário Saraiva de Oliveira I |
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Longos anos passaram sobre a violenta convulsão que, de repente,
provocou o maior fenómeno de todos os tempos, transformando
africanos em europeus. Com esta simplicidade! Com a mesma facilidade
com que, de um dia para o outro, se construiu a ponte
"25 de Abril"!... Com o mesmo à vontade com que se come um cozido à
portuguesa!
Entretanto...
Quantos sobressaltos, quanta amargura, quanta angústia, quanta dor,
quantas lágrimas e quanto sangue?
Quanto fazer e desfazer? Quantos casais destroçados? Quantos filhos
sem pai ou mãe? Quantas tromboses?
Quantos enfartes? Quantas úlceras?
De toda esta catástrofe, com todas as implicações que lhe estão
adjacentes, que mais "ingredientes", para consignar na factura, que
está longe, muito longe, de ser paga?
Do soçobrar de tantas ilusões, do naufrágio de tantas esperanças, da
hecatombe de tantos anseios,
de toda esta intempérie, que reduz a mísero boneco de crianças o
próprio gigante Adamastor.
Com revigorada energia, com redobrada força, caldeado em campos de
refugiados, fundido nos hoteis e pensões, adubado por sangue e
lágrimas, renasce o
REINO DE
MACONGE "Europeu"! Mas europeu, porque implantado fisicamente
com a nossa presença na Europa.
Porque, de resto, sem fronteiras, feito de lenda e fantasia, mantém
o mesmo Espírito e a mesma Alma universal! |
E
com suas
armas apenas, vem sobrevivendo sem a amplitude que os horizontes
africanos permitiam, na largura e extensão dos seus Ducados, tão
somente espartilhado na estreiteza dos seus sobados.
Todavia, com coração e alma grandes, na
generosidade da sua própria essência, com perene juventude de
espírito.
As
sociedades e as civilizações sofreram naturais evoluções que as
modificaram e talharam. Umas sobreviveram, outras desapareceram.
Na era europeia do Reino de Maconge, houve a natural modificação da
transplantação de África para a Europa. Com as mazelas inerentes,
que deixam cicatrizes no corpo.
Mas quem pode ferir o Espírito? Esse aí está, "cantando com vontade
de chorar"... , mas cantando sempre, quer as lembranças dos mutiatis
e das mulembas, quer as cerejeiras e as amendoeiras! Que é como quem
diz o merengue e o vira...
Com a humildade de quem ficou órfão de mãe. Com a virilidade de quem
nasceu Eterno.
Enquanto existir Solidariedade, Fraternidade e Amizade, que são os
esteios do HOMEM e o alimento indispensável do REINO, este caminhará
sobre todas as procelas, fazendo novos Maconginos, porque consigo
transporta AMOR.
Até à Eternidade... mesmo que para outras galáxias! D. MÁRIO SARAIVA DE OLIVEIRA I Vice-Rei de Maconge
e
Grão-Duque
do Lubango |
| E agora, MACONGINOS? - Por D. Rui Rodrigues Costa |
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O conturbado período que se seguiu ao vinte cinco barra quatro teria
naturalmente de marcar - e de que maneira - o nosso Reino.
Afastados, geograficamente, das raízes, dispersos os seus membros,
impossibilitados de contactos os nobres, traumatizados os plebeus,
houve que fazer emergir os entusiasmos. 1976 surgiu com alguma esperança e algumas
reuniões se fizeram. A primeira contou com a presença do Rei e teve lugar no Pai do Vento, num pequenino restaurante cuja capacidade não excedia quinze lugares. Depois surgiu a mudança para a cave, mas à terceira ceia o vizinho do 5° andar chamou a Polícia para travar o entusiasmo e as cantorias. Penoso foi depois o caminho que tivemos de percorrer. A grande cidade não estava habituada a ruidosas manifestações de estúrdia; os restaurantes não garantiam a privacidade; as pessoas desconfiavam, em tempos de alta política, dum grupo que bebia alguns (poucos) copos e cantava saudades! Passámos pelo Cabacinha e pelo seu rigoroso quarto de churrasco. Montámos arraial no Kibom e entre algumas chinesices conseguimos criar um grande movimento de solidariedade, perfeitamente à altura das tradições do Reino. Em época difícil, dramática, o Reino desempenhou um papel importante. O somatório de invisíveis - que sempre constituiu a sua grande riqueza - foi posto à prova. O emprego aqui, a "cunha" ali, o empurrão acolá, tudo serviu para a integração da velha "malta". As distâncias foram-se encurtando, os
entusiasmos foram crescendo, as saudades foram-se avivando cada vez
mais, e, um pouco por todo o lado, as confraternizações se foram
fazendo, estreitando-se abraços, afogando-se a saudade em doces
enlevos. Porto, Coimbra, Aveiro, Torres Vedras, Setúbal, Sines,
Santo André, Lisboa, constituiram jornadas importantes. Quem não
recorda aquela grande confraternização prevista para 150 pessoas, em
Alcântara, a rebentar pelas costuras quando apareceram mais de 900
maconginos? E se o caldo verde não chegou para todos, poucos foram
os que não beberam os seus copos e mandaram a caldeirada às urtigas.
O D. Olavo, organizador, entrou no Guiness do Reino! Quem lhe negou
os méritos da multiplicação dos pães? E em toda a parte o Reino foi
acolhendo a saudade. Se alguns pouco sabiam de Maconge nem por isso
deixaram de lhe emprestar a sua presença, como se ele fosse o barco
providencial que surgia da praia das nossas amarguras. Sua Alteza o Vice-Rei foi generoso na atribuição de títulos. Um novo Duque surgiu, precisamente em Aveiro, na figura prestigiosa de D. Inês, um macongino que sempre demonstrou especiais predicados. |
Mas houve que alargar a estrutura da organização
tradicionalmente desorganizada. Por isso surgiram alguns sobas
prontos a empunhar o "porrinho" e a fazer a chamada a algumas ceias
onde o virá á vira não escapou. E foi de mais longe que nos chegaram notícias da
expansão do Reino; na mensagem que trouxe grande contentamento. Em
Macau, às portas da China, um grupo de Maconginos liderado pelo
Jorge Arrimar, levantou o copo, empanturrou-se de bacalhau e cantou
o Hino. Repetia-se, por outros modos, a gesta dos Gamas. O nosso
Vice-Rei - impante de orgulho - desfraldava, por sua vez, a bandeira
de novos domínios, com a certeza de que se estenderão para além de
1999. E agora? O que nos espera? Observador menos perspicaz poderá pensar na
extinção a prazo deste reino de sonho e fantasia, quando, um a um, a
morte nos for da lei da vida libertando. Nada mais errado! Novos
maconginos - juventude irrequieta e generosa, - aparecem nas nossas
manifestações. São eles que irão continuar a alimentar o reino com
a sua fantasia, com à sua irreverência, com o espírito de sempre. Mas ainda há um longo caminho a percorrer. O problema das bolsas de estudo destinadas àqueles que se entregam à ciência, ainda agora ensaia os seus passos. E se em tempos idos as bolsas constituíam um suporte estético e criavam a imagem da nossa actividade, a verdade é que não podemos deixar de as vivificar com uma nova força. Com ou sem provas de acesso, com ou sem "números clausus", precisamos de as implementar com grande determinação, porque haverá sempre um macongino para formar, para educar, para transportar os conhecimentos científicos às gerações vindouras. É bem certo que já não dispomos da Feira de Gado da Huíla para fazer o leilão do bezerro, nem tão pouco nos sobram os Reais Paços para as noitadas de Fado onde se revelaram vozes bonitas e onde o Acácio Gomes "aprendeu" a tocar guitarra. A imaginação, a entrega de todos, o espírito de colaboração, as iniciativas que se irão multiplicando, farão, por certo, o milagre para que tudo seja possível. Todos nós sabemos que no princípio Deus criou o Céu e a Terra!!! D. Rodrigues Costa Duque de Gargântua
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João da Chela |
Com a imponência e aparato dos cartazes sensacionais, capazes de fazerem pasmar a chama de um fósforo ou as orelhas de um coelho montês, veio também ter às nossas mãos uma cópia do Real Decreto que põe em vigor a assistência obrigatória dos maconginos e de toda a real parentela académica, às Festas de Nossa Senhora do Monte. Foi-nos remetida essa cópia pelo próprio Rei D. Caio, com um deferente cartão seu por si assinado, o que prova a honra e o merecimento em que tem a nossa amizade que já vem do tempo em que ele ainda usava bibe e muito democraticamente jogava a trolha com os “chicoronhos” parceiros que o igualavam na idade. Esse Real Decreto é conhecido através do Rádio Clube. Mas façamos nós também uma pequena referência. Dom Caio gostará e a sua gigantesca e ilustre figura, que figura entre as mais gigantes, crescerá mais ainda. Em papel claro, simples, sem timbre e sem o selo da real estirpe, preto ou branco, o que denota a penúria que atinge todos os reis que caem no exílio como Do. Caio caiu, começa por indicar o sítio das armas reais – dois “porrinhos” cabeçudos, criados e instituídos pelo fundador da dinastia macongina que teve por primeiro ministro o conselheiro e gigante Cambuta de Capangombe. Parece indeciso e sem grande confiança nos seus súbditos, ao começar o preâmbulo. Mas a coisa anima-se quando fala na “Casa Verde”, onde houve a primeira e animada reunião. Ali, à mesa lauta e redonda de quatro quinas, em que se juntaram todos os patrícios em confraternização dos Antigos Estudantes, Sua Majestade Macongina, que nunca teve a coragem de abdicar, achou por bem ler o seu Decreto, que contem, entre outras coisas, o seguinte para a confusão deste ano: “Os criadores de bois não só oferecerão estes animais, mas ainda os couros dos mesmos; “Os de profissões libertadas concorrerão com vinhos genuínos das uvas huilanas das melhores castas, tais como laranja e ananás; “A fiscalização assídua, com o cumprimento, à risca, das suas consequências, será exercida com pertinácia, audácia, perspicácia, contumácia e farmácia, não só pela tia Inácia, mais ainda pelos rapazes sagazes e capazes, desses mais abruptos, incorruptos, argutos e nada brutos, que chamarão ainda a si todas as receitas dos impostos das execuções finais”. Foi nesta altura que a malta se levantou em enorme algazarra, alucinada e tumultuosa, acusando Sua Majestade Macongina de se ter mancomunado com essa casta de cábulas que foram seus antigos companheiros. – “Não! Não!... – gritava-se – Não vale, uns pagarem para outros só receberem! Haja moralidade”… - “Mas nós é que não vamos nisso!... – reclamaram os outros. – Então, estamos a ter o trabalho de cobrar e arrecadar, para as receitas irem ter às vossas carteiras? Era muito bonito, mas para vós vai a parte das despesas e já não é pouco…” Os ânimos cresciam e engordavam e já havia deliberados propósitos de brandir cadeiras por uns, quando os outros ameaçavam fazer o mesmo. Quis D. Caio ter a audácia de intervir, ainda que a primeira cadeirada tivesse de ser apontada à sua real cabeça. E, afoito,
procurou acalmar os ânimos dos maconginos,
procurando manter a serenidade e a
brandura dos reis antigos, teve esta solene e real tirada: -- “Ordem e Obediência. Publique-se e republique-se o Decreto; cumpram todos os que ele contém, e com isso contem, que é como se nada contivesse; e fiquem todos contentes. Que “chatisse”! Eu ainda sou o Rei de Maconge!...” |
Mas a desordem alegre, uma espécie de reinação dos
que já viram passar muitos anos sobre o seu tempo de estudantes,
continuou na pacífica Casa Verde. Os irrequietos rapazes, que lealmente
acompanharam para longe o Rei de Maconge, contorceram-se, quase
inconformados, arregalaram e amorteceram os olhos duas vezes, pensaram
mais três vezes ainda e acabaram por emitir a sua conformação, não por
vontade, claro, mas talvez por respeito. E o remédio foi ter de se
cumprir tudo o que tal Decreto continha, posto em vigor com todo o rigor
das antigas leis maconginas, que nem sempre cuidaram de dar a César o
que é de César. Todos de uma geração irrequieta e quase engraçada pelas reprovações contínuas nos exames, apesar da grande capa de misericórdia que o santo professor-reitor Dr. Ramalho Viegas lhes punha aos ombros, parece que os rapazes ganharam algum juízo cá fora. Acertaram, seguindo o exemplo do seu nobre e jovem companheiro D. Caio o mais destemperado, mas também o mais leal e mais aplicado dos alunos. D. Caio Júlio César da Silveira, um ponto e um vê, trigésimo sexto rei da única dinastia macongina, parece que remonta no seu tronco real ao quadragésimo terceiro soberano de Serra ao Lado, cuja sede se conservou sempre em Maconge, dinastia que terá tido a sua fundação alguns milhares de anos antes de Portugal ter o seu primeiro rei. Contudo, o faro manteve-se pela história além. Subida a Chela pelos madeirenses, criado o Liceu da Huíla e imortais, de há muito, “Os Lusíadas” nas escolas e no povo, o jovem D. Caio larga a sua real cubata e bota-se ao ensino civilizado na alta cidade que tomou o nome de Sá da Bandeira. Era pena ficar inculto um Rei e em Maconge não podia saber-se quantos milhares de anos demoraria a instalação ali, de uma Universidade. Cursou D. Caio o “Diogo Cão”. Divertido, atraente, bom camarada, polido e sociável, custando a crer que tal perfeição de jovem saísse dos cerros e da noite da Chela, o régio estudante foi um modelo de aplicação. Avançou sempre em primeiro lugar entre todos; ao passo que os outros não passaram do sétimo ano, D. Caio arrancou vitoriosamente o décimo segundo ano do Liceu. Pena seria ficar por aqui. Largou de vez os chacais de Maconge e foi meter-se entre os tubarões de Luanda. Ficou sendo um rei exilado, voluntariamente, não perdeu o seu poder nem o seu amor ao ninho, e o destino daquela precocidade foi amar sempre a sua terra, cujas belezas são a sua permanente fascinação. O programa que organizou para as Festa do Monte deste ano, inclui uma Serenata nas escadas do Liceu que frequentou. Não haverá leitura de “As Macongíadas”, estâncias alegres de um poema em mil cantos à maneira de “Os Lusíadas”. Mas a cítara do luso épico cobrirá tudo. Será cantada a gruta, a Natércia e os naufrágios da Nova Epopeia, trazendo as guitarras, nas suas cordas apaixonadas, as saudades de Coimbra. Sim, as escadas são menos poéticas que o Mondego, onde as noites de luar neste mês não são tão frias e silentes como as nossas. Mas, como se trata de saudades e de exaltação do sentimento lusíada, a serenata percorrerá as encantadoras margens dos rios Mapunda e Mucúfi, que lhes patentearão, bem solenes e bem erectos na sua tristeza já negra, muitos e variados “Penedos da Saudade”… João da Chela |
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![]() Todos os finalistas de 1960/1961 ![]() Toda a turma da Alínea F) - Ciências ![]() O jantar de finalistas informal, sem familiares, apenas com alguns colegas do 6º ano ![]() O baile mais sisudo da história [Clique nas imagens para as ver aumentadas] |
1961 é data marcante na história de Angola, qualquer que seja a
perspectiva por que se olhe o massacre de 15 de Março e todos os
acontecimentos subsequentes com ele relacionados. A dor, o medo
e a incerteza passaram a marcar o ritmo da vida sobretudo nos
primeiros meses, enquanto se não percebeu a verdadeira dimensão
do conflito.
Os que ficaram, como eu, não tiveram outro remédio senão o de
aprenderem a gerir as circunstâncias. Essas, por exemplo
obrigavam a que os finalistas do Liceu que frequentavam a
chamada Milícia da Mocidade Portuguesa e que, em consequência,
tinham instrução pré-militar de manejo de armas de fogo,
integrassem as milícias organizadas pelo governo do distrito e
pela tropa, para patrulhamento contínuo dos arredores da cidade.
Diariamente, ao cair da noite, todos os homens, incluindo as
poucas dezenas de finalistas e sextanistas do Liceu
apresentavam-se junto à administração do concelho onde nos
aguardavam graduados do exército e umas dezenas de Jeeps e Land
Rovers requisitados a todos os serviços públicos da cidade.
Depois era um rodar constante pelos subúrbios da cidade
adormecida, até ao raiar do dia, pouco antes das seis da manhã.
Os estudantes integrados nas rondas eram, naturalmente,
dispensados das aulas da manhã.
O aproveitamento escolar era nulo. E por isso foi bem recebida a
medida decretada pelo Ministério do Ultramar, de somar dois
valores às notas finais de todos os estudantes (e não só
daqueles que participavam na vigilância nocturna). Note-se que
não foram suficientes esses dois valores para alguns de nós, eu
incluído, que ficámos a dever à cega severidade do Mendonça das
Forças em Física e à assumida displicência do Bintóito a
Matemática, o facto de termos de repetir a condição de
“finalistas” no ano seguinte…
Mas no final desse ano lectivo de 1961, a nota marcante foi a
anulação dos festejos dos finalistas. Pela primeira vez desde
que começara a tradição,
O ÚNICO ANO EM QUE NÃO HOUVE BAILE DE FINALISTAS NO GINÁSIO DO
LICEU.
O argumento para a suspensão da praxe foi o do clima de luto que
se vivia pelas centenas de mortes nos massacres do Norte. Face à
apreensão geral, foi naturalmente aceite a medida. A Academia
resolveu, por isso, que os finalistas se reunissem num simples
jantar de despedida de curso, sem a tradicional presença dos
familiares e das autoridades da região. Na circunstância e
porque o número de finalistas pouco ultrapassava as três
dezenas, escolheu-se o salão da Pousada de Turismo, quase em
frente ao Bispado, a caminho da Senhora do Monte.
As fotografias dão conta dessa quase triste e por isso histórica
“despedida de finalistas” do Liceu Diogo Cão.
Na fotografia de grupo contam-se 41 pessoas, incluindo o Reitor
do Liceu e quatro dos professores. Ao todo: 36 estudantes. Nos
anos anteriores esse número rondava a centena!
De qualquer o modo, não me é possível lembrar o nome de todos os
finalistas. E por isso peço encarecidamente ajuda para completar
o quadro: |
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[Clique na imagem para a ver com melhor definição]] |
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1-Madalena
Maria Vaz Pereira |
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JOAQUIM SEABRA MARQUES PIRES EDUARDO HOMEM LUIS MANUEL SILVA FERNANDO PERES ANA PAULA LAVADO 1ª série 2ª série |
Para além das Histórias de Maconge, chegou a altura de começar a registar as “estórias” da nossa malta. É que são episódios únicos que mais ninguém pode contar como nós, tal como as vivemos.
Este, suponho, é o local adequado para juntarmos essas histórias.
Mais tarde, sabe-se lá se poderão projectar-se nos escaparates das
livrarias… Este punhado de histórias deliciosas, autênticas e reais, resulta da iniciativa do macongino Eduardo Homem, que se deu ao trabalho de compilar o que D. Seabra Marques Pires, Visconde do Rio-Capitão, escreveu de forma dispersa no site Sanzalangola. A estas Eduardo Homem juntou outras suas e de outros maconginos, nomeadamente de Luís Manuel Silva e Fernando Peres. Há ainda um poema brilhante de Ana Paula Lavado. Mas estas histórias falam de muito mais gente, como protagonistas dos episódios. E relembra-se a constituição completa de algumas turmas do Liceu, com os nomes e os números dos alunos, tendo o Visconde do Rio Capitão optado por omitir as notas finais, para evitar melindres… Obrigado, Seabra!
Cada uma das histórias, numeradas pelo Eduardo Homem, tem um título
que é de minha autoria e que apenas servirá para chamar a atenção do
leitor mais apressado. Deixo aqui alguns desses títulos, como “isco” para a vossa
curiosidade:
- O Hugo das Mulas – Da fuga do Tchivinguiro montado numa mula, às fugas do Internato dos Maristas. - O “Velha” e a troca dos pontos no Hotel Metrópole
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Rebento do nosso Bambu transplantado para Moçambique…
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Expulsos dos Maristas e os bons polícias de Sá da Bandeira - Relação do corpo docente e de funcionários do Liceu “Diogo Cão” no ano lectivo 1958/1959
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A estátua de Artur de Paiva com garrafão de 5 litros (palhete
tinto de capacete) - O Código de Honra, Mendonça das Forças e a permanente “buba” do Fortuna. - O dia em que o Néné Miranda e o Eddie decretaram o boicote à Livraria Académica.
O Repórter do Reino |
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OSVALDO GODINHO SEABRA MARQUES PIRES JORGE ALBERTO MARQUES PINTO |
As séries anteriores das Estórias, tiveram o condão de despertar outros Maconginos que vão fazendo chegar episódios da sua/nossa juventude, igualmente tão saborosos e emocionantes como os anteriores. Aqui as irei colocando em sequência, na esperança de que, mais tarde, seja possível publicar um "colectivo". RR/ |
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